VIII-
Perseverança e Seriedade
Bom, sempre gosto de voltar um
pouco no tema anterior, para que tenhamos um referencial e para que o
pensamento não se perca. No estudo passado paramos um pouco adiante deste
tópico, mas não nos custa revê-lo, para que tenhamos noção dos seguintes.
Lá na introdução ao Estudo da
Doutrina Espírita, no Livro dos Espíritos, por Allan Kardec, temos os
seguinte trecho:
"Quando a crença espírita
estiver bastante difundida, quando for aceita pelas massas, e, a se julgar
pela rapidez com que se propaga, esse tempo não está longe, acontecerá com o
Espiritismo o que ocorre com todas as idéias novas que encontraram oposição:
os sábios irão se render à evidência. Chegarão a ela por si sós e pela força
das coisas.
"Até lá, é inoportuno
desviá-los de seus trabalhos especiais, para obrigá-los a se ocupar de uma
coisa estranha ao seu mundo, que não está nem nas suas atribuições, nem nos
seus programas. Enquanto isso não ocorre, aqueles que, sem um estudo prévio
e aprofundado da matéria, se pronunciam pela negativa e zombam de todos os
que não estão de acordo com a sua opinião, esquecem que o mesmo ocorreu com
a maior parte das grandes descobertas que honram a humanidade"
Tudo terá seu momento certo.
Não adianta gritarmos as verdades e os fatos, cada qual somente os aceitará
quando estiver em seu momento de aceitá-los. Kardec ainda cita o exemplo de
Franklin que foi agraciado com grande gargalhada ao apresentar seu relatório
sobre os pára-raios e, dentre tantos outros, que foram ridicularizados ao
exporem as 'novidades' que não eram do domínio da maioria. E, quando kardec
diz maioria, diz maioria composta de sábios do mundo todo, que apenas
souberam responder com zombaria e sarcasmo.
Embora estando equivocados,
estes sábios não perderam seus títulos noutros assuntos que era de seus
conhecimentos e domínios. Mas Kardec pergunta:
"É necessário um diploma
oficial para se ter bom senso? E fora das cátedras acadêmicas não haverá
mais do que tolos e imbecis? Basta olhar para os adeptos da doutrina
espírita, para ver se entre eles só existem ignorantes e se o número imenso
de homens de mérito que a abraçaram permite que a releguemos ao rol das
simples crendices".
Engraçado que, mesmo vestindo
a camisa da doutrina espírita, temos muitos espíritas que se comportam desta
forma, diminuindo e relegando a segundo plano, espíritas que ainda
desconhecem em profundidade nossa querida Doutrina Espírita. Esbanjam
palavreado fácil e economizam atitudes cristãs, de respeito, compreensão e
fraternidade.
Bom, ainda nesta conjectura,
kardec nos faz notar se dentro da doutrina espírita existem apenas homens
ignorantes e, se a grande massa de adeptos com grande mérito nos diversos
setores culturais, não fazem com que paremos para refletir acerca do fato de
que muitos tentam de forma infantil, relegar a Doutrina Espírita à lista das
crendices.
Aliás, acho super
interessante. Quando citamos nomes reconhecidos nas diversas áreas (ciência,
física, filosofia, astronomia, etc) os contraditores buscam não a evidência
de que devem render-se aos fatos, mas sim, difamar e desacreditar tais
criaturas e seus estudos.
Lembremo-nos sempre de que
tudo é muito relativo á ótica de quem vê e todos temos nossas verdades.
Aliás, gosto muito deste
parágrafo aqui e sinto que pode ser tomado como referencial em muitos
momentos de nossa vida diária, senão a nós mesmos, também aos que nos
cercam:
“ O homem que considera a sua
razão infalível está bem próximo do erro; mesmo aqueles que têm as mais
falsas idéias apóiam-se na própria razão e é por isso que rejeitam tudo
quanto lhes parece impossível. Os que ontem repeliram as admiráveis
descobertas de que a Humanidade hoje se orgulha, apelaram a esse juiz para
as rejeitar.”
“Aquilo a que chamamos razão é
quase sempre o orgulho mascarado e quem quer que se julgue infalível
coloca-se como igual a Deus”.
Bem, companheiros, encerrando
este tópico VII – Ciência e o Espiritismo, temos a complementar que muito do
que foi dito por Kardec com relação a este assunto, serve-nos em nossos dias
atuais e não somente no tocante a assuntos doutrinários.
Aliás, lendo um trem sobre a
organização do pensamento, li estas palavras, pertencentes a Joel F. de
Souza:
Ainda não sabemos direito quem
era, em seu estatuto espiritual, o ínclito Prof. HIPOLYTE LÉON DÉNIZARD
RIVAIL. Sua inteligência era respeitada por PAULO DE TARSO, FÉNELON,
SWEDENBORG, TOMÁS DE AQUINO, AGOSTINHO, SÓCRATES, JOÃO EVANGELISTA, SÃO
LUÍS, entre outros Espíritos Superiores que elaboraram a Doutrina Espírita.”
Se, partirmos da premissa de
que estes espíritos ilustres, entre outros que trouxeram a codificação
espírita, tinham respeito por Allan Kardec, quem seremos nós ou algum homem
que considera a sua própria razão como sendo infalível, para detratá-lo?
Apenas o estudo, o
aprofundamento, a compreensão e a vivência dos estudos da Doutrina Espírita
é que poderão nos dar subsídios para aceitar ou contradizer tão ilustre
espírito.
O próximo item será o item
VII, constante da Introdução aos Estudos da Doutrina Espírita – Perseverança
e seriedade! E esse item, embora curto, promete muito!!
Vejam a introdução de Kardec a
este item:
(...) o estudo de uma doutrina
como a espírita, que nos lança de súbito numa ordem de coisas tão nova e
grande, não pode ser feito proveitosamente senão por homens sérios,
perseverantes, isentos de prevenções e animados de uma firme e sincera
vontade de chegar a um resultado.
Sabem, já percebemos em nossa
vida, que tudo é assim. Se não somos perseverantes, dedicados, isentos de
pré-conceitos e motivados, tudo o que começamos, se é que começamos, perde o
brilho, a intensidade e o frescor em pouquíssimo tempo.
Quem dirá o estudo de uma
Doutrina tão rica, profunda e esclarecedora como o é a espírita!!
Muitas coisas que nos ocorrem,
no dia-a-dia, serão elucidadas e esclarecidas, se buscarmos a Codificação.
Mas, o que acontece em muitos casos, como diz nosso amigo Poder da Mente, é
que as pessoas esperam respostas fantásticas e mirabolantes e, em muitos
casos, é tudo tão simples!!!
E, por ser simples, muitos não
aceitam, prestam atenção ou reconhecem....enfim...
Na seqüência, Kardec nos
brinda com mais este bello raciocínio:
(...)aos que julgam a priori,
levianamente, sem terem visto tudo: que não imprimem aos seus estudos nem a
continuidade, nem a regularidade e o recolhimento necessários; e menos ainda
aos que para não diminuírem a sua reputação de homens de espírito,
esforçam-se por encontrar um lado burlesco nas coisas mais verdadeiras ou
assim consideradas por pessoas cujo saber, caráter e convicções merecem a
consideração dos que se prezam de urbanidade.
Como tudo que faz parte de
nossa evolução, em dado momento,adquirimos a inteligência e uma certa
facilidade de raciocínio e traquejo com as palavras. Mas, como nem sempre a
inteligência e a moralidade caminham de mãos dadas, eis que começamos a
desdenhar de coisas, pessoas, pensamentos e atitudes.
Kardec já nos alertava disso,
ao dizer: esforçam-se por encontrar um lado burlesco nas coisas mais
verdadeiras e, muitos de nós, esquecemo-nos do respeito e das normas de boa
conduta, quando começamos a fazer gracejos e quando buscamos alegrar o
ambiente.
E, até de certa maneira,
faz-me lembrar de uma passagem em que o cidadão evoluiu, evoluiu e foi
percorrendo os caminhos até o alto da montanha. Lá chegando, em sua atitude
elevada e de evolução, perguntou ao Senhor qual seria sua missão, agora que
havia adquirido a elevação espiritual, agora que já havia galgado tão
íngreme estrada de ascensão. Sua tarefa foi simples: bastava-lhe descer a
mesma montanha que escalara, revendo os caminhos pelos quais passara.
Satisfeito por rever antigas
paragens, lá se foi o cidadão olhando tudo a sua volta. Em dado momento,
caiu na risada, ao observar os sapatos furados de um companheiro que subia.
Em outro, não conseguiu conter o sarcasmo e teceu comentário acerca das
vestes de um outro. E, assim se foi este nosso irmão, montanha abaixo,
observando os que subiam e desdenhando-lhes as vestes, a fisionomia, o
aspecto e as dificuldades pelas quais estavam passando.
Uffa...nem precisamos ir mais
além, não é mesmo, companheiros? A criatura era tão elevada, tão
espiritualizada, mas não soube ser caridoso, complacente e respeitoso para
com aqueles que ainda subiam. Era uma criatura que se achava digna de
receber as luzes do Alto, mas que não se lembrou que, também ele andou com
sapatos furados, vestes nem tão dignas e fisionomia assustadora.
Assim agimos nós, em
determinados momentos. Talvez não percebamos, talvez não utilizemos de
maldade, mas, com certeza também não estamos utilizando de respeito e
caridade para com os que são alvo de nossa ironia ou de nossos comentários
maldosos.
E, seguindo o raciocínio de
Kardec, só temos a dizer que calem-se e se abstenham-se, respeitando para
serem respeitados. No tocante à crença, Kardec é simples ao
dizer(...)ninguém pretende violentar-lhes a crença – mas que eles também
saibam respeitar as dos outros.
Aliás, ponto fundamental da
Doutrina Espírita e que deve ser lembrada, embora faça parte de nossa
premissa. O Espírita, acima de tudo, respeita as crenças diversas e a
religiosidade de cada um; nós, como Espíritas, temos o dever e a obrigação
de fazê-lo, pois sabemos muito bem que, em todos os momentos e em todos os
pontos do universo, existem inteligências diversas, com necessidades
diversas e evolução diversas.
Respeitar para ser respeitado.
Olhem que coisa interessante,
esta passagem de Kardec:
O que caracteriza um estudo
sério é a continuidade. Devemos admirar-nos de não obter respostas sensatas
a perguntas naturalmente sérias, quando as fazemos ao acaso e de maneira
brusca, em meio a perguntas ridículas?
Ainda uma vez podemos trazer a
questão ao nosso dia-a-dia. A princípio, vamos comentar no que diz respeito
á Doutrina. Já comentamos em estudos anteriores, sobre as manifestações.
Já comentamos que, nem todos
os Espíritos que se comunicam são sérios, imbuídos de fraternidade e de
elevação, muito embora suas palavras façam por transparecer.
Falamos também da sintonia. A
força que existe entre nosso pensamento e o que causamos ao nosso redor com
essa força atrativa.
Bom, se estamos em ambiente de
maledicência, de futilidades e de desregramentos, como queremos obter
respostas sérias?
O mesmo se dá em nosso
dia-a-dia, oras!! Se estamos em um ambiente aonde as pessoas buscam
amenidades, generalidades e banalidades, será que poderemos desfrutar da
companhia de espíritos elevados?Atraímos o que emanamos, não se esqueçam.
Bom, na seqüência Kardec
complementa:
Quem quer adquirir uma Ciência
deve estudá-la de forma metódica, começando pelo começo e seguindo seu
encadeamento de idéias. Aquele que propõe a um sábio, ao acaso, uma questão
sobre Ciência de que ignora os rudimentos, obterá algum proveito? O próprio
sábio poderá, com a maior boa vontade, dar-lhe uma resposta satisfatória?
Quando leio este trecho, me dou conta de algumas coisas. Se vocês se derem
de outras, complementem, por favor. É de suma importância.
Espiritismo, Doutrina
Espírita, Codificação Espírita....seja lá por qual nome designemos, a
verdade é uma só: é uma tríade, composta por religião, filosofia e
Ciência!!!
Quando
vemos o que ocorre quando o assunto é mistificação, curiosidade, desespero,
insegurança, falta de fé em si mesmo, descrença na vida, desamor e tantas
outras coisas, eis que até entendemos o porquê das pessoas buscarem a
Doutrina Espírita como se fosse a última tábua de salvação. E sejamos
sinceros, não só a Doutrina Espírita...as pessoas buscam, buscam e nunca se
comprazem ou se satisfazem...
Por que será? Por que será
que, para alguns, dentro da Codificação, por exemplo, muitas respostas foram
encontradas e para outros não? Por que será que, para muitos, dentro da
Codificação muito foi esclarecido e compreendido e para outros não? Qual
será o ponto de diferença entre estas pessoas?
Creio que, dentre tantas
explicações a serem ditas e comentadas, uma, sem dúvida deve ser analisada e
refletida com a devida calma e constância.
Kardec já dizia que para
compreendermos uma Ciência, precisamos conhecer seus rudimentos....seu
princípio...seu início...oras!!Doutrina Espírita é uma Ciência!!
Se nos atermos ao fantasioso,
se nos atermos ao o que achamos de fantástico e de interessante, apenas, em
breve, deixaremos a Doutrina, pois com certeza, surgirão coisas mais
interessantes, coisas novas e falando de modismos.
Se ficarmos buscando só o
fantástico, as aparições e aquilo que nos convém, ela será para nós como
foram tantas outras coisas: importante naquele momento, mas descartável.
Fizemos e ainda fazemos isso
com Jesus, não é mesmo? Adoramo-Lo, dizemo-Lo nosso referencial, mas nas
horas mais necessárias, deixamo-Lo à parte, pois naquele momento somente os
interesses da hora são dignos de serem exaltados.
Mas Jesus e Doutrina Espírita
não são modismo!! Aprofundar nosso conhecimento na Moral Cristã e
aprofundarmos nosso conhecimento na Doutrina Espírita, fará abrir inúmeras
portas e inúmeros caminhos rumo ao Pai!!
Aliás, se buscarmos em a
Gênese, veremos a seguinte afirmativa:
“As descobertas da ciência
glorificam Deus, em lugar de o rebaixar; elas não destroem senão o que os
homens edificaram sobre idéias falsas que eles fizeram de Deus”.
A Ciência nos aproxima de
Deus, mas precisamos compreendê-la, para que ela sirva de caminho.
Acontece o mesmo em nossas
relações com os Espíritos. Se desejamos aprender com eles, temos de
seguir-lhes o curso; mas, como entre nós, é necessário escolher os
professores e trabalhar com assiduidade.
Dissemos que os Espíritos
superiores só comparecem às reuniões sérias, àquelas sobretudo em que reina
perfeita comunhão de pensamentos e de bons sentimentos.
Aqui, meus companheiros de
estudos, gostaria de enfatizar-lhes, duas coisas.
A primeira é a de que, fazendo
uso das palavras que virão logo a seguir, tenho as lhes dizer: (...)a
leviandade e as perguntas ociosas afastam os Espíritos superiores, como
entre os homens afastam as criaturas ponderadas(...). O que buscamos nos
encontros realizados aqui?
Eu, particularmente, busco
boas companhias, dentre elas, a da Espiritualidade Superior. E, como a meta
de nossa sala e de nossas reuniões é igualmente esta, tenho a lhes dizer que
faremos o que estiver ao nosso alcance para mantermos esse clima elevado e
fraterno. Não me alongarei neste ponto, pois graças a Deus, em 4 meses de
reuniões semanais aqui no PALTALK, ainda não foi necessário utilizarmos
nenhuma vez do banimento do individuo da sala, mas creiam-me: para zelar
pelo ambiente que estamos construindo, não pensaremos duas vezes. Quem tem
olhos de ouvir que ouça e quem tem olhos de ver, que veja.
Em segundo lugar é que, como
podemos aproveitar o concurso amigo da Espiritualidade Superior em nosso
dia-a-dia? Baseada nesta questão e motivada pelo sentimento de pesar que
envolve muitos de nós, diante dos fatos ocorridos esta semana aqui em São
Paulo, resolvi trazer-lhes um e-mail que recebi do nosso ausente companheiro
Poder da Mente (ausente por pouco tempo, assim o desejamos).
Em 1972, em uma reunião
fraterna proporcionada por nosso querido Francisco Xavier, eram endereçadas
diversas perguntas a Emmanuel. Espírito Superior presente, ambiente sério e
fraterno estabelecido, eis o que surgiu como ensinamento:
Pergunta: SENDO DEUS A BONDADE
INFINITA, POR QUE PERMITE A MORTE AFLITIVA DE TANTAS PESSOAS ENCLAUSURADAS E
INDEFESAS, COMO NOS CASOS DOS GRANDES INCÊNDIOS?
REALMENTE RECONHECEMOS EM DEUS
O PERFEITO AMOR ALIADO À JUSTIÇA PERFEITA. E O HOMEM, FILHO DE DEUS,
CRESCENDO EM AMOR, TRAZ CONSIGO A JUSTIÇA IMANENTE, CONVERTENDO-SE, EM RAZÃO
DISSO, EM QUALQUER SITUAÇÃO, NO MAIS SEVERO JULGADOR DE SI PRÓPRIO.
QUANDO RETORNAMOS DA TERRA
PARA O MUNDO ESPIRITUAL, CONSCIENTIZADOS NAS RESPONSABILIDADES PRÓPRIAS,
OPERAMOS O LEVANTAMENTO DOS NOSSOS DÉBITOS PASSADOS E ROGAMOS OS MEIOS
PRECISOS A FIM DE RESGATÁ-LOS DEVIDAMENTE.
É ASSIM QUE, MUITAS VEZES,
RENASCEMOS NO PLANETA EM GRUPOS COMPROMISSADOS PARA A REDENÇÃO MÚLTIPLA.
INVASORES ILAQUEADOS PELA
PRÓPRIA AMBIÇÃO, QUE ESMAGÁVAMOS COLETIVIDADES NA VOLÚPIA DO SAQUE, TORNAMOS
À TERRA COM ENCARGOS DIFERENTES, MAS EM REGIME DE ENCONTROS MARCADO PARA A
DESENCARNAÇÃO CONJUNTA EM ACIDENTES PÚBLICOS.
EXPLORADORES DA COMUNIDADE,
QUANDO LHE EXAURÍAMOS AS FORÇAS EM PROVEITO PESSOAL, PEDIMOS A VOLTA AO
CORPO DENSO PARA FACEARMOS UNIDOS O ÁPICE DE EPIDEMIAS ARRASADORAS.
PROMOTORES DE GUERRAS
MANEJADAS PARA ASSALTO E CRUELDADE PELA MEGALOMANIA DO OURO E DO PODER, EM
NOS FORTALECENDO PARA A REGENERAÇÃO, PLEITEAMOS O PLANO FÍSICO A FIM DE
SOFRERMOS A MORTE DE PARTILHA, APARENTEMENTE IMERECIDA, EM ACONTECIMENTOS DE
SANGUE E LÁGRIMAS.
CORSÁRIOS QUE ATEÁVAMOS FOGO A
EMBARCAÇÕES E CIDADE NA CONQUISTA DE PRESAS FÁCEIS, EM NOS OBSERVANDO NO
ALÉM COM OS PROBLEMAS DA CULPA, SOLICITAMOS O RETORNO À TERRA PARA A
DESENCARNAÇÃO COLETIVA EM DOLOROSOS INCÊNDIOS, INEXPLICÁVEIS SEM A
REENCARNAÇÃO.
CRIAMOS A CULPA E NÓS MESMOS ENGENHAMOS OS PROCESSOS DESTINADOS A
EXTINGUIR-LHE AS CONSEQÜÊNCIAS. E A SABEDORIA DIVINA SE VALE DOS NOSSOS
ESFORÇOS E TAREFAS DE RESGATE E REAJUSTE A FIM DE INDUZIR-NOS A ESTUDOS E
PROGRESSOS SEMPRE MAIS AMPLOS NO QUE DIGA RESPEITO À NOSSA PRÓPRIA
SEGURANÇA.
É POR ESTE MOTIVO QUE, DE
TODAS AS CALAMIDADES TERRESTRES, O HOMEM SE RETIRA COM MAIS EXPERIÊNCIA E
MAIS LUZ NO CÉREBRO E NO CORAÇÃO, PARA DEFENDER-SE E VALORIZAR A VIDA.
LAMENTEMOS SEM DESESPERO,
QUANTOS SE FIZEREM VÍTIMAS DE DESASTRES QUE NOS CONFRANGEM A ALMA. A DOR DE
TODOS ELES É A NOSSA DOR. OS PROBLEMAS COM QUE SE DEFRONTARAM SÃO IGUALMENTE
NOSSOS.
NÃO NOS ESQUEÇAMOS, PORÉM, DE
QUE NUNCA ESTAMOS SEM A PRESENÇA DE MISERICÓRDIA DIVINA JUNTO ÀS OCORRÊNCIAS
DA DIVINA JUSTIÇA, QUE O SOFRIMENTO É INVARIAVELMENTE REDUZIDO AO MÍNIMO
PARA CADA UM DE NÓS, QUE TUDO SE RENOVA PARA O BEM DE TODOS E QUE DEUS NOS
CONCEDE SEMPRE O MELHOR.(EMMANUEL)
Eis a grande lição, relembrada
por Emmanuel.
Sim!! Relembrada, pois a
encontramos no capítulo Vi, do Livro terceiro, constante do Livro dos
Espíritos. Neste capítulo, temos muitas questões acerca do assunto, mas vou
destacar apenas a questão 740:
740 pergunta:Os flagelos não
seriam igualmente provas morais para o homem, pondo-o às voltas com
necessidades mais duras?
Resposta: Os flagelos são
provas que proporcionam que proporcionam ao homem a ocasião de exercitar a
inteligência, de mostrar a sua paciência e a sua resignação ante a vontade
de Deus, ao mesmo tempo que lhe permitem desenvolver os sentimentos de
abnegação, de desinteresse próprio e de amor ao próximo, se ele não for
dominado pelo egoísmo.
Devemos esclarecer que, nesta
questão, flagelos são as coisas naturais e independentes do homem (peste,
inundações, intempéries, etc). Mas, trouxemos apenas esta parte do Livro dos
Espíritos para que nos conscientizemos de como o estudo acurado da Doutrina,
nos trará respostas e compreensões para os fatos de nosso dia-a-dia.
Quando a Espiritualidade se
reporta ao exercício da paciência, da resignação e da inteligência, ante a
vontade de Deus, ao mesmo tempo em que desenvolve os sentimentos de
abnegação, de desinteresse próprio e de amor ao próximo, temos inúmeros
exemplos disso, mas que são pouquíssimos ressaltados pela mídia.
Sei lá porque carga d’água é
mais interessante à mídia, evidenciar a destruição, o caos, o sofrimento, a
desordem e a revolta, do que mostrar os abnegados e anônimos servidores do
Cristo, que trabalham na reconstrução, no amparo e no trabalho fraterno
destas ocasiões.
Nisso, fecho o pensamento de
que, se buscarmos a espiritualidade superior, com pensamentos e atitudes,
ali ela se fará presente, ao trazer para vocês um exemplo típico disso tudo
que acabamos de falar acerca dos desastres, do lado ruim das coisas e da
nossa forma de encará-las:
Vocês sabiam que existe uma
associação que foi criada justamente par auxiliar familiares em situações
como esta, de desastres coletivos? Existe muita burocracia, muito
sofrimento, muita falta de informação e muitas outras coisas que nem me
passam pela cabeça. Mas, alguém que já viveu isso tudo e, pensando no bem ao
próximo, optou por fazer essa associação, cumprindo-se assim, aquilo que
lemos na questão 740 do Livro dos Espíritos (...)desenvolver os sentimentos
de abnegação, de desinteresse próprio e de amor ao próximo(...).
E então, vamos insistir em
buscar a inferioridade e o lado ruim das coisas? Finalizo com o apelo de
Kardec: “Sede, além disso, laboriosos e perseverantes em vossos estudos,
para que os Espíritos Superiores não vos abandonem como faz um professor com
os alunos negligentes”.
Com este apelo, encerramos o
item VIII, da introdução ao estudo da Doutrina Espírita, por Allan Kardec e
constante do Livro dos Espíritos.
Expositor@:
Fiorell@!